sábado, 24 de junho de 2017

Estudo com antibiótico deixa controle do Parkinson mais próximo

Por: Jornal da USP




Estudo com antibiótico deixa controle do Parkinson mais próximo 

Descoberta ao acaso abre perspectivas para tratamento com antibiótico que retarda início dos sintomas da doença
Por  - Editorias: Ciências da Saúde 




Neurônios que auxiliam no controle motor são afetados por proteína tóxica no cérebro de parkinsonianos. Estudos mostram que antibiótico da família das tetraciclinas pode retardar início desses sintomas - Foto: EMSL via Visual Hunt
Neurônios que auxiliam no controle motor são afetados por proteína tóxica no cérebro de parkinsonianos. Estudos mostram que antibiótico da família das tetraciclinas pode retardar início desses sintomas – Foto: EMSL via Visual Hunt

Um engano cometido por pesquisador da USP em Ribeirão Preto mostrou que a doxiciclina, antibiótico muito conhecido, é capaz de proteger o cérebro do desenvolvimento das lesões do mal de Parkinson.
Fruto do maior acaso, o episódio foi descrito pela professora Elaine Del Bel, do Departamento de Morfologia, Fisiologia e Patologia Básica da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, como um serendipity – termo criado pelo poeta britânico Horace Walpole no século 16 para descobertas felizes feitas a partir de um aparente acidente.
Há quatro anos, Marcio Lazzarini, ex-aluno de Elaine, estava em estágio de pós-doutorado no Max Planck Institute of Experimental Medicine, na Alemanha. Como parte de seus estudos, Lazzarini operou 40 camundongos para induzir Parkinson nesses animais. Ao final de 20 dias do procedimento, tempo considerado normal para observar as lesões dos neurônios no cérebro, o pesquisador entrou em pânico ao verificar que nenhum dos camundongos estava doente.
O desespero inicial por acreditar na perda de todo o trabalho se transformou em grata surpresa pela descoberta de que tudo se devia a “ato falho” na alimentação dos animais. Ao invés de ração normal, os bichos receberam durante todo o pós-operatório alimento especial com adição do antibiótico doxiciclina.
A professora conta que este foi o pontapé para um estudo publicado em 2013, confirmando os achados casualmente pelo erro alimentar. Além do tratamento por via oral, o grupo de pesquisa incluiu doxiciclina injetável. E todos foram suficientes para inibir as lesões neuronais do mal de Parkinson.
Mas como essa droga age, impedindo o desenvolvimento dos sintomas da doença? Essa é a pergunta que os pesquisadores, ou melhor, as pesquisadoras – o grupo é formado por cientistas de laboratórios de Ribeirão Preto e São Paulo, no Brasil, e da Argentina e França, todos dirigidos por mulheres – respondem agora num artigo que acaba de ser publicado pela revista Scientific Reports, do grupo Nature.

Droga evita formação de ‘agregados’ nos neurônios




Diagrama esquemático da relação de realimentação entre α-sinucleína, mitocôndria e células gliais. As espécies oligoméricas de a-sinucleína provocam a fragmentação das mitocôndrias e a produção de ROS é aumentada. O ROS afeta a α-sinucleína monomérica desencadeando sua agregação. A a-sinucleína oligomérica libertada para a matriz extracelular induz a ativação da glia. A liberação de fatores pró-inflamatórios induz danos mitocondriais em um ciclo sem fim. A doxiciclina pode interferir neste círculo vicioso bloqueando (i) a nucleação de oligómeros de α-sinucleína e (ii) a semeadura, (iii) a ativação da glia 16, e (iv) a atividade de ROS37.
Diagrama esquemático da relação de realimentação entre α-sinucleína, mitocôndria e células gliais. As espécies oligoméricas de a-sinucleína provocam a fragmentação das mitocôndrias e a produção de ROS é aumentada. O ROS afeta a α-sinucleína monomérica desencadeando sua agregação. A a-sinucleína oligomérica libertada para a matriz extracelular induz a ativação da glia. A liberação de fatores pró-inflamatórios induz danos mitocondriais em um ciclo sem fim. A doxiciclina pode interferir neste círculo vicioso bloqueando (i) a nucleação de oligômeros de α-sinucleína e (ii) a semeadura, (iii) a ativação da glia 16, e (iv) a atividade de ROS37 – Ilustração: Revista Nature

A doxiciclina, conta Elaine, administrada em doses muito baixas modifica a estrutura da proteína α-sinucleína e impede que ela exerça seu papel tóxico nos neurônios dopaminérgicos do cérebro.
Muitos fatores podem desencadear a doença de Parkinson, continua a professora, mas uma dessas causas é a “morte de neurônios, presentes no tronco cerebral, que produzem um neurotransmissor chamado dopamina”. Esse neurotransmissor é importante para o controle das emoções e também para o controle dos movimentos do corpo.
E aqui entra a α-sinucleína, que é uma proteína presente no nosso cérebro cuja função, até hoje, sabe-se muito pouco. Mas, nos neurônios do cérebro de pacientes parkinsonianos, a proteína aparece como uma inclusão, um corpúsculo dentro dos neurônios, formando agregados.
A ciência já provou que “grandes fibras amiloides (agrupamento em forma de placas) de α-sinucleína não são tóxicas para as células e sim os chamados estágios oligoméricos, formados por pequenas quantidades de α-sinucleína agregadas. Esses oligômeros são capazes de lesar a membrana dos neurônios”, conta a pesquisadora da USP.
Nos cérebros dos doentes de Parkinson, ao invés dessa proteína aparecer normalmente, ela se apresenta num determinado local dentro dos neurônios dopaminérgicos, numa formação que lembra um pedaço de uma esponja de aço.
O portador do problema chega ao neurologista com sintomas como dificuldade de caminhar, de manter a postura corporal e outros problemas motores que vão se agravando com o avanço da doença. O diagnóstico definitivo, porém, só poderá ser feito após a morte. E o Parkinson é confirmado então, com a detecção dessa proteína, ou o que a professora Elaine diz ser um agregado de α-sinucleína, como um pedacinho de “Bombril, dentro da célula neuronal.
Nos maiores estudos realizados no mundo sobre o tema, os cientistas perguntam se essa agregação – esse depósito de α-sinucleína – causará a morte desse neurônio e, portanto, desencadeará o Parkinson. As pesquisadoras desses três países não responderam essa questão, mas mostraram que, na presença de doxiciclina, a α-sinucleína não forma esse agregado, não se precipita nem forma esse corpúsculo – esse depósito – nos neurônios.  Elaine conta que esse agregado é chamado de corpúsculo de Lewy e foi descoberto em 1912 pelo neurologista americano Frederick Lewy.
A equipe multinacional comemora o feito que acabam de publicar como “uma coisa maravilhosa”. Elaine acredita que tenham aberto uma perspectiva de adiamento dos sintomas da doença desencadeados pela α-sinucleína. Agora, desejam que a droga possa ser testada em pacientes com a doença de Parkinson, “se não como neuroprotetor, como mecanismo auxiliar no tratamento dos sintomas da doença”.

Desafio para testes em humanos

Apesar de animadas com os resultados de seus estudos, as cientistas não se enganam quanto às dificuldades no prosseguimento do trabalho. Para que se transforme em terapia para seres humanos, existe a necessidade de ensaios clínicos, que são muito caros, antecipa Elaine. Esses estudos envolvem pesquisas em diversos centros e hospitais, com grande número de pacientes.
E a doxiciclina é um antibiótico muito conhecido, de fácil acesso e, portanto, muito barato. Elaine diz que não tem nem patente e é usado há mais de meio século. Atualmente, é tratamento comum para acne e problema periodontal. Assim, apesar de seguro, sem toxicidade nas dosagens prescritas, pode não oferecer grandes atrativos à indústria farmacêutica.

O laboratório da professora Elaine foi responsável por todo o experimento com animais. A professora Rosangela Itri, do Instituto de Física (IF) USP, tem acesso a linha de espalhamento de RX a baixos ângulos (SAXS) do Laboratório Nacional de Luz Sincrotron (LNLS, Campinas). Através desta facilidade, os pesquisadores caracterizaram a conformação da proteína em solução assim como os estados de agregação (oligômeros).
Foi a combinação de três diferentes técnicas – espectroscopia por ressonância magnética nuclear, espalhamento de raios X e infravermelho – que tornou possível perceber duas situações distintas. No meio sem doxiciclina, α-sinucleína se agrega em direção à formação de fibras amiloides. Já no meio contendo o antibiótico, a proteína forma outro tipo de agregado, com forma e tamanho diferentes.
“Forma-se um oligômero totalmente diferente, de forma esferoidal e estrutura amorfa. Nos testes em cultura de células e membranas modelo ou com animais, observamos que eles não causaram danos à membrana celular”, contou Rosangela.
Já a professora Rosana Chehin, da Universidade de Tucuman, Argentina, têm um projeto Fapesp binacional em conjunto com a colega paulista. Através dele, Rosana veio a São Paulo e trabalhou com Rosangela no Sincrotron para caracterizar as formas agregadas da proteína.
O grupo francês, liderado pela professora Rita Raisman-Vozari, do Instituto do Cérebro e Medula Espinhal – INSERM, em Paris, é especialista em estudos in vitro. Lá, os alunos argentinos da professora Rosane trabalharam com essas proteínas e esses oligômeros em culturas de células neurais humanas modificadas, os neuroblastomas.
As equipes das professoras Elaine e Rita trabalham conjuntamente há quase 15 anos. Elaine explica que o INSERM é um instituto muito importante e pioneiro na investigação da doença de Parkinson.

Fontes:

*Jornal da USP
*Rita Stella, de Ribeirão Preto
Mais informações: (16) 3315-4047; e-mail: eadelbel@usp.br


Arte pode revelar primeiros sinais de doenças como Parkinson e Alzheimer, diz estudo

Arte pode revelar primeiros sinais de doenças como Parkinson e Alzheimer, diz estudo

  • 29 dezembro 2016

  •  
Artista pintando
Pesquisa aponta diferenças nas pinceladas de artistas que tiveram doenças neurológicas
Uma análise detalhada das pinceladas de artistas que mais tarde desenvolveram doenças neurológicas revelou intrigantes pistas sobre mudanças cerebrais ocorridas anos antes do surgimento dos sintomas óbvios desses males.
O método matemático, que chama-se análise fractal, observa padrões recorrentes presentes tanto na matemática como no mundo natural.
Padrões fractais podem ser encontrados, por exemplo, em árvores e nuvens. E também nas ondas emitidas por nosso cérebro ou nos nossos batimentos cardíacos.
O mesmo se aplica às pinceladas de artistas, que podem ser comparadas à sua escrita.
Como parte de um pequeno estudo, a psicóloga Alex Forsythe, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, realizou análises fractais de mais de duas mil pinturas feitas por sete artistas famosos.
São eles: Pablo Picasso, Claude Monet, Marc Chagall (que não tinham diagnóstico conhecido de doenças neurológicas), Salvador Dalí, Norval Morrisseau (que desenvolveram mal de Parkinson), Willem de Kooning e James Brooks (diagnosticados com mal de Alzheimer).

Variações

A pesquisadora encontrou minúsculas variações nos padrões observados nas pinceladas dos artistas.
No entanto, nos trabalhos daqueles que mais tarde desenvolveram demência ou mal de Parkinson os padrões se alteraram de maneira peculiar.
"O que verificamos é que, até 20 anos antes de serem diagnosticados com algum transtorno neurológico, o conteúdo fractal nas pinturas desses artistas começou a diminuir."

O Pianista, obra de Pablo PicassoDireito de imagemPICASSO ADMINISTRATION/DACS/BRIDGEMAN IMAGES
Image captionA obra 'Pianista' de Pablo Picasso

O artista de origem holandesa Willem de Kooning, que morreu em 1997 aos 93 anos, continuou a pintar até sua oitava década de vida, mesmo após ser diagnosticado com Alzheimer.
As pinceladas observadas nos primeiros quadros do artista - um dos expoentes do Expressionismo Abstrato no mundo - são diferentes daquelas presentes em obras feitas mais tarde.
Mas no caso de artistas como Monet e Picasso, que, pelo que se sabe, morreram sem doenças neurológicas, os padrões das pinceladas mantiveram-se constantes.

Obra de Willem de KooningDireito de imagemWILLEM DE KOONING FOUNDATION/DACS/BRIDGEMAN IMAGES
Image captionObra de Willem de Kooning mostra pinceladas diferentes nos primeiros quadros e nas obras feitas posteriormente

Na obra de Picasso, um artista que adotou estilos bastante diferentes de pintura, a constância dos padrões fractais verificados chamou particularmente a atenção dos pesquisadores.
Esse modesto estudo não ajudará a diagnosticar a demência ou outras doenças neurológicas, os especialistas explicam.
O trabalho oferece, no entanto, revelações importantes sobre mudanças que podem estar ocorrendo no cérebro anos antes de que uma doença neurológica apareça.
"Tudo o que nos ajuda a entender melhor o funcionamento do cérebro tem utilidade ao direcionar caminhos futuros de pesquisa", disse Forsythe.
Fonte: BBC Brasil

Droga contra depressão pode parar Alzheimer e Parkinson, dizem cientistas

Droga contra depressão pode parar Alzheimer e Parkinson, dizem cientistas

GETTY IMAGES
Estudo pode ser uma esperança no combate de doenças como a demência 

Cientistas acreditam ter descoberto uma droga capaz de interromper todas as doenças degenerativas do cérebro, incluindo a demência.
Em 2013, uma equipe britânica conseguiu fazer com que células cerebrais de animais parassem de morrer. O feito, então inédito, virou notícia em diferentes lugares do mundo, mas havia um problema: o composto usado pelos médicos não era considerado apropriado para uso humano, pois causava danos aos órgãos.
Agora, porém, foram identificadas duas substâncias que têm um efeito sobre o cérebro similar à da descoberta anterior, mas sem o efeito danoso - uma delas é um conhecido antidepressivo. Segundo os pesquisadores, ambas estão prontas para serem testadas com segurança em pessoas.
"É realmente animador", disse a professora Giovanna Mallucci, da Unidade de Toxicologia MRC em Leicester, na Inglaterra.
Ela quer dar início aos experimentos clínicos com pacientes com demência em breve e espera saber, em dois ou três anos, se os medicamentos realmente funcionam.

Por que deve funcionar?

A nova abordagem é focada nos mecanismos naturais de defesa das próprias células cerebrais.
Quando um vírus sequestra uma célula cerebral, há uma acumulação de proteínas virais. As células então respondem interrompendo praticamente toda produção de proteína, para evitar a propagação do vírus.
Muitas doenças neurodegenerativas envolvem a produção de proteínas defeituosas que ativam as mesmas defesas, mas com consequências mais graves.
As células do cérebro interrompem a produção proteica por tanto tempo que elas, eventualmente, se matam por falta de energia. Esse processo, repetido em neurônios em todo o cérebro, pode comprometer movimentos, memória ou mesmo matar, dependendo da doença.
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Doenças neurodegenerativas incluem Alzheimer, Parkinson, Huntington e esclerose múltipla

Acredita-se esse mesmo processo se repete em muitas formas de neurodegeneração. Dessa forma, interrompê-lo com segurança poderia tratar uma ampla gama de doenças.
No estudo inicial, pesquisadores usaram um composto que impediu o mecanismo de defesa impulsionar esse processo.
O composto foi capaz de pausar doenças causadas por príons (moléculas proteicas com propriedades infectantes) em ratos - a primeira vez que qualquer tipo de doença neurodegenerativa foi interrompido em algum animal.
Estudos posteriores mostraram ainda que a abordagem poderia interromper uma série de doenças degenerativas.
Os resultados foram descritos como a virada decisiva para esse campo de pesquisa, ainda que a droga fosse, ao mesmo tempo, tóxica para o pâncreas.

Drogas seguras?

Desde 2013, o grupo de pesquisa já testou mais de 1 mil drogas em vermes cilíndricos (nematoides), amostras de células humanas e camundongos.
Duas delas foram capazes de evitar tanto uma forma de demência quanto doenças causadas por príons ao interromper a morte de células cerebrais.
"Ambas tiveram um nível de proteção alto e impediram déficits de memória, paralisia e disfunção das células cerebrais", disse a professora Giovanna Mallucci.
Entre as duas drogas, a mais conhecida é a trazodona, um antidepressivo. A outra, chamada de DBM, está sendo testada em pacientes com câncer.
GETTY IMAGES
Ainda falta testar eficiência das drogas em pessoas com esses males, dizem os cientistas

"Está na hora das pesquisas clínicas para ver se há efeito similar em pessoas", avaliou Mallucci.
"É muito improvável que as curemos completamente, mas se você segura a progressão, você transforma o Alzheimer em algo completamente diferente (do que é hoje)", complementou.
Embora a trazodona seja um medicamento mais comum, a professora lembrou é preciso ter calma: "Profissionais, como médicos e cientistas, devem aconselhar as pessoas a esperarem pelos resultados".

O que pensam outros especialistas?

Doug Brown, da Sociedade do Alzheimer, está animado com as possibilidades que surgem a partir do estudo, classificado por ele como "bem conduzido e robusto".
"Como uma das drogas já está disponível como um tratamento para a depressão, o tempo necessário para ir do laboratório à farmácia poderia ser drasticamente reduzido", afirmou.
David Dexter, do grupo britânico Parkinson's UK, disse que a uma pesquisa é muito importante.
"Se esses estudos forem replicados em humanos por meio de pesquisas clínicas, a trazodona e o DBM poderiam representar um grande passo adiante", disse Dexter.

Neurodegeneração

- Uma doença neurodegenerativa é aquela em que se perde células do cérebro e da medula espinhal.
- As funções dessas células incluem a tomada de decisão e o controle dos movimentos.
- Essas células não são facilmente regeneradas, de forma que os efeitos das doenças podem ser devastadores.
- Males neurodegenerativos incluem Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla e a doença de Huntington.
Fonte:BBC Brasil /London Brain Centre

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Tubarões podem ser a chave para prevenir os sintomas de Parkinson!!



A esqualamina evita a formação de agregados tóxicos de alfa-sinucleína nos neurónios, evitando assim alguns dos principais sintomas da doença
Cação ( 'Squalus acanthias') - WIKIMEDIA

RI@abc_salud Madrid - Atualizado: Arquivado em: Saúde Disease

carne de tubarão é considerado uma iguaria para muitas pessoas ao redor do mundo, especialmente no Extremo Oriente. E não só por seu sabor, mas por suas propriedades afrodisíacas supostos e, por que não cura. Mas pode, de facto, estes pressupostos não são inteiramente equivocada. Na verdade, o acanthias'- cações -'Squalus, espécies de tubarão pequeno também conhecidos como 'cações' produz um esteróide natural apelidado de "esqualamina 'que poderia ter importantes qualidades curativas. Na verdade, o composto foi avaliado em ensaios para o tratamento do cancro e várias doenças dos olhos. Mas há mais. E, de acordo com um novo trabalho dirigida a partir da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e investigadores que envolveu espanholas, a esqualamina pode ter um papel importante não apenas no tratamento mas também na prevenção da doença de Parkinson e demência com corpos de Lewy.
Especificamente, o estudo, publicado na revista " Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos da América ", mostra como a esqualamina sintética impede a formação de agregados de toxicidade da alfa-sinucleína e reduz os já existentes . Um aspecto fundamental uma vez que esta proteína agregados são altamente tóxicos para os neurónios, que desencadeia uma cadeia de reacções que conduzem à apresentação de Parkinson 's doença.
Como Michele Vendruscolo explica o co-autor da pesquisa, " nossos resultados são um passo encorajador em nossos esforços para encontrar drogas potenciais contra a doença de Parkinson . A esqualamina pode evitar a avaria do alfa-sinucleína, basicamente, através da normalização da sua ligação a membranas lipídicas. Assim, em nossa busca de soluções para combater a doença, que parece que esta via pode funcionar. "

A este respeito, Dr. Nunilo Cremades, da Universidade de Zaragoza, e outro autor do estudo explica a ABC neste trabalho são revelados, "os mecanismos pelos quais a esqualamina, um produto químico isolado no fígado de um espécies de tubarão, inibe a toxina associada à doença de Parkinson. Além disso, conseguimos demonstrar a sua actividade potente num modelo animal, o que nos levou a propor a sua utilização como uma droga potencial para a doença de Parkinson. Especificamente, este composto inibe os processos iniciais que levam a proteína envolvida na Parkinson para adicionar ao mesmo tempo reduzir a toxicidade de agregados nocivos, uma vez formada, de modo que pudesse ser utilizado em estratégias para a prevenção e tratamento para esta doença assim devastador ".
O composto é submetido a ensaios clínicos em humanos para o tratamento de câncer e várias doenças oculares e até agora tem mostrado grande bio-segurançaNunilo CremadesO pesquisador espanhol acrescenta que a esqualamina é provando ser uma droga potente contra uma variedade de doenças. Verificou-se activo contra doenças virais e cancro e mesmo, como agora se verificou, contra a segunda doença neurodegenerativa mais relevante, a doença de Parkinson . O composto é submetido a ensaios clínicos em humanos para o tratamento do cancro e várias doenças dos olhos e até agora tem mostrado grande bio-segurança, para que eles tenham grandes esperanças para o uso deste composto como um novo medicamento ' .

paralisia animal

A esqualamina foi descoberto em 1993 por Michael Zasloff, co-autor do novo estudo e primeiro a sintetizar artificialmente alcançar no 1995l ano -através de um processo em que o uso de tecidos mielga- é necessária. Assim, e tendo em conta as suas características, a nova molécula foi avaliado para o tratamento de vários cancros. No entanto, o seu uso ainda não tinha sido testado em doenças neurodegenerativas, caso de Parkinson.
Neste contexto, deve recordar-se que a alfa-sinucleína é uma proteína muito comum no sistema nervoso e envolvidos na formação de vesículas sinápticas que facilitam a comunicação entre o sistema de neurónios. O problema é que quando se tem um comportamento anormal, se liga alfa-sinucleína em agregados que se ligam à membrana interna de neurónios. E por causa de sua alta toxicidade, agregados acabam matando neurônios e o aparecimento da doença de Parkinson.

Nossos resultados representam um passo encorajador no esforço para descobrir drogas potenciais contra ParkinsonMichele Vendruscolo

E, neste ponto, que a esqualamina faz? Bem de acordo com os resultados obtidos em experiências in vitro, a esqualamina é uma molécula carregada positivamente e, portanto, com uma elevada afinidade para as membranas carregadas negativamente. Por conseguinte, o que faz é juntar as membranas internas de neurónios e evitar que ele pode fazer alfa-sinucleína, impedindo assim a formação de agregados tóxicos temidas

Finalmente, os autores utilizaram um animal modelo de Caenorhabditis elegans, isto é, uma espécie de organismos geneticamente modificados para produzir humana alfa-sinucleína do worm em seus músculos. Assim, de acordo com o animal que envelhecia, foi formando agregados de proteínas em suas células musculares, causando paralisia terminou. No entanto, os animais que receberam a administração de esqualamina experimentou uma inversão do processo.
Como Michael Zasloff sugere, " administrado por via oral, a esqualamina impediu a formação de agregados tóxicos de alfa-sinucleína no animal, e salvando a sua perda de mobilidade ."

terapêutica sintomática, que não cura

Em suma, e à luz das evidências, a esqualamina é apresentado como uma droga com potencial para, apesar de não curar a doença de Parkinson, experimentar alguns dos principais sintomas da doença. Tanto é assim que os autores já estão planejando um teste clínico para a esqualamina em seres humanos.
Para Cremadaes, "A descoberta do efeito potente de esqualamina como neutralizando toxina doença de Parkinson é um desenvolvimento muito importante para o futuro tratamento desta doença que afecta hoje um em cada 1.000 pessoas no mundo inteiro e que não existe actualmente nenhum tratamento eficaz , única sintomátticos tratamentos graves problemas secundários ".
Como Christopher Dobson conclui, co-autor da pesquisa ", de muitas maneiras, a esqualamina oferece um paliativo ao invés de uma terapia de tratamento definitivo. doença de Parkinson envolve muitos sintomas, e nósesperamos que com este composto ou um derivado com um mecanismo de acção semelhante pode aliviar um pouco o mesmo ".

Fonte:ABC Saúde

Esperança para pacientes com doença de Parkinson, como cientistas revelam tratamento é um passo mais perto!

Um experimento em pacientes com doença de Parkinson está sendo planejado por um dos pesquisadores envolvidos no estudo

  • 20:00, 16 JAN 2017
  • ATUALIZADA20:52, 16 JAN 2017
Neurônios derivados de células-tronco neurais 


Os cientistas revelaram que eles são um passo mais perto de um tratamento para a doença de Parkinson .
Um composto de ocorrência natural foi encontrado para bloquear o processo molecular pensado para estar por trás da condição e poderia formar a base de um tratamento.
Os resultados preliminares sugerem que o composto, denominado esqualamina, também suprime os produtos tóxicos associados ao processo, os pesquisadores da Universidade de Cambridge ter encontrado.
Os acadêmicos enfatizaram que pesquisas adicionais são necessárias e que os achados são baseados em culturas de células desenvolvidas no laboratório e em testes em vermes de nematódeos.
Mas o composto tem sido usado em ensaios clínicos para câncer e doenças oculares na América, e um ensaio em pacientes com doença de Parkinson está sendo planejado por um dos pesquisadores envolvidos no estudo.
O estudo foi conduzido por acadêmicos do Centro de Doenças Misfolding com sede na Universidade de Cambridge e Georgetown University e os Institutos Nacionais de Saúde nos Estados Unidos.
"Para nossa surpresa, encontramos evidências de que a esqualamina não só retarda a formação das toxinas associadas com a doença de Parkinson, mas também as torna menos tóxicas completamente", disse o professor de Química Christopher Dobson, do St John's College da Universidade de Cambridge.
"Se outros testes provarem ser bem sucedidos, é possível que um medicamento que trate pelo menos alguns dos sintomas da doença de Parkinson possa ser desenvolvido a partir da esqualamina".
A co-autora Michele Vendruscolo, da Universidade de Cambridge, disse: "Este é um passo encorajador em nossos esforços para descobrir medicamentos potenciais contra a doença de Parkinson".
As descobertas foram publicadas em Proceedings Of The National Academy of Sciences